UntitledFoto: Fora do Eixo + naSavassi

Os cidadãos mais antenados com a temática de mobilidade urbana estão acostumados com a incompreensão do poder público, e da sociedade em geral , de que é necessário desincentivar, ao máximo, a utilização do carro. Isso por conta de suas inúmeras externalidades negativas: poluição sonora, emissão de gases de efeito estufa, degradação ambiental, estresse e, claro, os quilométricos congestionamentos.

A BHTrans e a prefeitura de Belo Horizonte (PBH) nesse carnaval, ao invés de se estabelecerem ações e/ou programas de incentivo ao transporte público, como no Rio, onde há isenção da passagem de ônibus em datas como o Dia Mundial Sem Carro (22/9),  incentivam o uso do carro na cidade com a liberação do rotativo no sábado e na segunda-feira de carnaval. Dessa maneira, a gestão municipal do trânsito aumenta o risco de acidentes advindos de motoristas que, pelo período festivo, tendem a beberem mais que nos demais períodos do ano.

Caso a BHTrans e a PBH estabelecessem programas e/ou ações de desestimulo ao uso do transporte individual, como em Refice, e incentivassem a utilização do transporte coletivo através de reduções de tarifa, por exemplo, mais pessoas teriam o direito à cidade garantido. Da forma como é hoje, somente quem tem o valor das tarifas dos transportes coletivos, um carro/moto ou bicicleta tem condições de usufruir da cidade como um todo, o que fere, também, o Estatuto da Cidade.

Já que a ordem está dada, se for beber, opte por veículos coletivos (metrô,ônibus ou taxi) ou vá a pé.