No dia 29 de maio aconteceu uma Audiência Pública na ALMG, tendo como tema “Acidentes na Ciclovia da Pampulha”.

A BH em Ciclo – Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte – agradeceu o Deputado Gilberto Abramo o convite para compor a mesa desta audiência e justificou a impossibilidade de ter algum representante presente. Devido a conflitos de agenda, nenhum de nós, envolvidos com a gestão da Associação, pode estar presente a esta audiência pública. Alguns de nós estavam no Rio de Janeiro, apresentando um trabalho no Workshop “A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil”, há um membro em tratamento quimioterápico e outros não conseguiram liberação no trabalho, devido ao horário impeditivo para quem labora em horário comercial.

Acreditamos que há uma série de medidas para melhorar a Orla da Pampulha para seus diversos usos, priorizando a segurança de pedestres e ciclistas. A BH em Ciclo enviou um ofício, requerendo a sua leitura durante a audiência, com o seu posicionamento sobre o tema abordado na Audiência.

Infelizmente, os deputados não acataram a solicitação. A ata da audiência, que deve ser encaminhada a todos os presentes e convidados, não foi enviada até o momento desta publicação. Consultando o site da ALMG, verifica-se que a Audiência Pública não produziu qualquer encaminhamento.

  •  Veja aqui o conteúdo do ofício, com referências completas sobre o assunto e que fundamentam as posições da Associação.

Para minimizar a ocorrência de conflitos e acidentes, defendemos medidas que vão além da melhoria da ciclovia:

  • Realização de campanhas educativas para motoristas, ciclistas e pedestres. Estas campanhas não devem se basear apenas na entrega de panfletos.

  • Correção de problemas de execução, identificados no “Relatório Ciclovia da Pampulha” .

  • Implantação de travessias elevadas para pedestres (traffic calming) em todas as rotatórias e locais de atração turística e lazer, como a Igrejinha, Parque Guanabara, Parque Ecológico, Zoológico, PIC (Pampulha Iate Clube),  MAP (Museu de Artes da Pampulha), Casa do Baile e rotatória do Mineirinho/Mineirão.

  • Implantação da ciclovia no nível do asfalto. Onde for inviável esta configuração, efetuar o alargamento das calçadas compartilhadas entre pedestres e ciclistas. Esta opção deve ocorrer no menor número de trechos, pois não se deve retirar espaço de circulação dos pedestres.

  • Sinalização vertical e horizontal sobre a presença de ciclistas em treinamento e outras medidas necessárias. Eles desenvolvem velocidades incompatíveis para que sua atividade seja realizada com segurança dentro da ciclovia.

  • Interdição ao tráfego motorizado em mais trechos da orla, nos finais de semana e feriados, ampliando o programa “Domingo a Rua é Nossa” da PBH (Prefeitura de Belo Horizonte). Atualmente ocorre apenas entre o PIC e o MAP. Esta ação pode seguir a mesma metodologia adotada na realização de provas de Corrida de Rua, que acontecem rotineiramente na Orla.

  • Alteração do fluxo motorizado para mão única, em vários trechos da orla. Esta medida garantirá o aumento da segurança de pedestres, ciclistas e motoristas, pela diminuição de conflitos entre os atores do trânsito e redução de acidentes em uma via estreita com mão dupla do tráfego motorizado. Facilitará ainda a implantação do “Domingo a Rua é nossa” em pelo menos uma faixa, como é feito na Avenida Bandeirantes, por exemplo.

  • Para motorizados, redução da velocidade máxima da Avenida Otacílio Negrão de Lima para 30km/h, visando garantir a segurança de pedestres, ciclistas e motoristas. Atualmente há trechos em que motoristas trafegam a médias superiores a 80km/h, embora a velocidade máxima permitida pela sinalização seja de 40-60km/h. Acidentes envolvendo motorizados e pedestres/ciclistas acima de 60km/h tem mais de 85% de óbitos, enquanto acidentes a 30km/h tem 5% de óbitos.

A repercussão na imprensa:

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