O jornal O Tempo fez a cobertura da Massa Crítica de ontem e citou na reportagem a existência do GT Pedala BH, criado com o objetivo de ser o espaço de interlocução entre ciclistas e administração pública municipal (BHTrans).

Alguns pontos devem ser ressaltados com relação a reportagem:

1. Novamente, é a fonte desse dado cedido pela BHTrans de 51,3km é obscurecida. Segundo o próprio site do programa Pedala BH, a cidade possui 36km de ciclovias. Segundo fontes da BH em Ciclo, esse número deve, na verdade, ser próximo de 43km.

2. Outra consideração a ser feita é que a PBH prometeu 120km de ciclovias para 2012 e não 2013, conforme afirma a reportagem.

3. Por fim, as ciclovias de Belo Horizonte foram, sim, feitas fora dos padrões técnicos previstos e diversas cartilhas, nacionais e internacionais, que concernem à construção de ciclovias.

A reportagem do O Tempo na íntegra

Assim como carros e motos se aglomeram todos os dias de forma desordenada no trânsito da capital, ciclistas também se juntaram, na noite de ontem, na praça da Estação, para disputar espaço no centro da cidade. A ideia foi ressaltar, em mais uma edição do Massa Crítica BH, que existem opções de transporte não-motorizado. O grupo reclama, no entanto, que faltam respeito dos motoristas e visão por parte da prefeitura na elaboração de ciclofaixas e ciclovias.

Ciclistas e prefeitura vão fazer uma reavaliação das ciclovias

Ciclistas e prefeitura vão fazer uma reavaliação das ciclovias

A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) já sinalizou que vai corrigir erros existentes em trechos como nas ruas Fernandes Tourinho, Rio de Janeiro e São Paulo, no centro. Nesses locais, as ciclofaixas (que ocupam a rua) foram feitas do lado esquerdo da via e têm mão-dupla, o que foge do recomendado pelo Ministério das Cidades.

Outro problema é o estacionamento, que fica à esquerda da ciclofaixa. “Se um carro abre a porta, não há espaço para o ciclista desviar sem invadir a faixa dos veículos”, diz o participante do protesto e membro do grupo BH em Ciclo Guilherme Tampieri.

A assessora da diretoria da BHTrans, Eveline Trevisan, nega que os projetos estejam fora das normas técnicas, mas admite que adaptações serão feitas. “Não fomos sensíveis para perceber os problemas que os ciclistas apontaram. Sem dúvida, eles têm mais experiência e devem ser ouvidos”, disse.

Um grupo de trabalho composto por técnicos da BHTrans e ciclistas foi montado, no final de 2012, para fazer a revisão do projeto Pedala BH. A meta é concluir 100 km de áreas cicloviárias no decorrer deste ano. Até agora, já foram construídos 51,3 km de ciclofaixas e ciclovias (nas calçadas). “Esse projeto foi feito sem planejamento, apenas para cumprir uma meta, e representa um risco para o ciclista”, alega a coordenadora do movimento Pedal de Salto Alto, Marcela Abreu.

Nesta segunda-feira, o grupo de trabalho fará a primeira reunião do ano para discutir as correções necessárias nos trechos. A BHTrans informou que priorizará projetos de obras programadas para 2013. “Só daremos a ordem de serviço após essa revisão”, garantiu Eveline. Segundo ela, o que já está pronto será corrigido em outra ocasião, como ocorre nas ruas Fernandes Tourinho, Rio de Janeiro e São Paulo, que só serão adaptadas após recapeamento de pista. A Superintendência de Obras da Capital (Sudecap) informou que não há previsão de recapeamento nessas vias.

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