Conforme dissemos em julho, a BH em Ciclo foi selecionado no edital do Fundo Casa, com o projeto do IDECiclo – Índice de Desenvolvimento Cicloviário de Belo Horizonte, e foi aprovada.

O objetivo geral do IDECiclo, que também será aplicado em São Paulo, Brasília e Recife, é avaliar metodológica e qualitativamente a malha cicloviária de Belo Horizonte de forma objetiva. Além disso, ela fornecerá, através de material de referência, subsídios à formulação de políticas e projetos que estejam em consonância com os objetivos estratégicos do Plano de Mobilidade da cidade e também com o PlanBici –  Plano de Ação para Mobilidade Urbana por Bicicleta.

No último dia 6 de outubro, a BH em Ciclo iniciou os primeiros testes da metodologia na rua. O local escolhido foi a ciclovia da avenida dos Andradas, no trecho entre o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto e a avenida Itaituba – uma das vias com maior circulação de ciclistas de Belo Horizonte.

Nesse primeiro teste, foram identificadas algumas possibilidades de melhorias na metodologia, incorporação de alguns indicadores e também a exclusão de alguns que não se aplicariam a Belo Horizonte.

A partir de meados de outubro, a BH em Ciclo iniciará a aplicação efetiva do Índice em cada um dos mais de 80 quilômetros de ciclovias existentes em Belo Horizonte. Ao final da sistematização, conforme afirma Carlos Edward, coordenador do projeto em BH, “o IDECiclo gerará uma nota geral para toda a infraestrutura cicloviária da cidade e uma para cada ciclovia ou ciclofaixa, possibilitando assim uma comparação entre as quatro cidades que aplicaram o Índice e também entre as estruturas existentes na capital mineira.

Amanda Corradi, Arquiteta e Urbanista, afirma que “ter um resultado metodológico sobre a condição das ciclovias e ciclofaixas de BH ajudará a Prefeitura a priorizar investimentos que poderão atrair as viagens feitas atualmente em automóveis e motocicletas para a bicicleta, o que está em consonância com o conteúdo do PlanMob-BH”. Conforme recorda Amanda, “essa diretrizes de mudança na matriz das viagens também estão com o PlanBici”. Ambos os Planos preveem que se tenha 2% das viagens feitas por bicicleta em 2020, 4% em 2025 e 6% em 2030 (quando a cidade contará com mais de 1000km de infraestruturas conformando uma rede). Para se chegar a esses valores, que envolve o desejo das pessoas por pedalar, é preciso mais do que quilômetros de ciclovia , necessita-se de qualidade da estrutura, de uma rede que realmente atenda à demanda de quem usa e de quem pretende usar a bicicleta como modo de transporte.

Algumas fotos do primeiro teste: